Durante um certo período de tempo tive a experiência de cuidar de animais numa Quinta. Como está claro na Quinta além de serem criados , os animais no momento da maturidade deles, também terão de ser abatidos e este foi o momento em que eu me identifiquei com aqueles que poderiam ser os seus pensamentos, visto por nós seres humanos.
Espero que os leitores possam entender o significado de moral e bom humor!
A vossa querida amiga
Isabel

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domenica 7 maggio 2017

" Wonderful" A Saga do Galinheiro - O casamento de Papo Seco o galo IV episódio

                        
                                       O casamento do Papo Seco o galo

Pois cá chegou o dia! Aqui na quinta há um grande rebuliço: balões brancos por todo o lado, serpentinas de várias cores e até fogo de artifício que, como já lá dizia pai da scritora o Ladislau Parreira, era do senhor "Artifácio".
Como fazem todos os galos que estão para se casar, eu também fiz a minha despedida de solteiro, alí no Moinho Vermelho (é claro que não vos digo em francês, até vão adivinhar, não é?
Mas continuando, vieram sambistas do Rio de Janeiro, que dançavam que era uma maravilha! Era uma linda Companhia, e que rica companhia que elas faziam!
Ora no grupo também havia uma franguinha que não tinha as penas no peito , mas tinha-as no traseiro em forma de plumas, o que até dava um efeito especial.
 E' claro que no Brasil faz muito calor, mas como vocês sabem aqui em Portugal, de vez em quando também não se brinca, e as vezes a temperatura atè è de rachar e  assim a franguinha que tinha à frente uma tanga tão pequenina que mais parecia um selo, é claro que devido ao aumento de calor na Terra, ela a tirou mesmo!!! Vocês atè podem adivinhar teve ali um galito meu amigo que è mexicano que até lhe deu um xelique...
Bom, depois da noitada, lá vim a cantarolar para o meu poleiro quase sem me aguentar nas patas, ...♫...Oh...lè...lè...oh...là...là...venha no dancè....venha..no dançà....♪..
Que noite aquela!!!
Mas regressemos à história: é claro que por tanto insistir, lá consegui convencer a mãe da Rosinha “Galinha Velha Canja Boa” a concedê-la como minha esposa. Mas como ainda se usa pagar pela esposa, isto custou-me um telemóvel de último modelo e um PC com assinatura ao Internet por cinco anos... paciência...Pior seria pagar a boda. 
Isso ficou a cargo do galo  Capone Alfonzo que veio ao matrimonio ( Al pròs amigos )
Pois come este Al era todo todo endinheirado e pagar a boda atè não lhe custou muito:  eu ouvi dizer que os dolares  ele  fez, feze-os com a "a Lei Seca" mas seca o "mollhada" importante  e que tivesse pagado o restaurante, senão a que serve ter amizades no estrangeiro, pois não è?? Este era amigo  nos negòçios là na America con o Don Vito Corleone Padrinho di Rosalina  mulher do galo Lisboeta.
Mas voltemos à festa: haviam de ter visto a Rosinha toda de branco, num vestidinho tão atilado,   mas a propósito  achei-a com uma barriguinha um pouco rechonchuda, até parecia que estava grávida de duas semanas, hum...
 Mas deve ser impressão minha, não é verdade?
Ainda me lembro quando ainda namorávamos e o galo “Lisboeta” se fez ao piso e andava sempre de olho nela, ou melhor dizendo, de bico nela e ela nem se fazia rogada, até parecia que até estava mais inclinada para ele do que para mim.
 Bem, mas isto são só suposições!
 Menos mal que  o galote lisboeta se pôs a andar daqui para fora que já vão pra lá umas semanas deixando-me a minha noiva com as penas intactas, ao menos penso!
Ora levar ao altar a Rosinha não foi brincadeira, tive que lhe meter naquela cabeça de galinha esmiolada que se casasse com ele teria que ir cacarejar para longe da família e mesmo sendo a capital, uma linda cidade, é claro que capoeira de campo aqui de Mira é outra coisa e depois è melhor não misturar as raças, come voçes sabem ele è de origem italiana...
Dizemos que a Rosinha açeitou a casar-se comigo porém a uma condição, convidá-lo como padrinho do casamento o que até me eriçou a crista mas tive de aconsentir porque senão, não casava! E assim eis-me aqui perante o altar com o maldito ao lado no momento em que o Juiz perguntou:
... “Papo Seco, é de sua livre vontade que aceita para sua legítima esposa a Rosinha aqui presente?"
-"E eu …. Sim,sim,simmmmmmmmmmmm
- "Rosinha, é de sua livre vontade que aceita para seu legítimo esposo o Papo Seco aqui presente?"
...Silêncio... Suspense... Silêncio outra vez. (Tive até a impressão que noiva e padrinho trocaram alguns olhares, mas deve ser implicação minha, não é?)... até que, um século depois, se ouviu:
-"Sim..." Um "sim" seco entre dentes e depois a voz do Juiz:
- "Eu vos declaro marido e mulher." Ufa, que alívio da minha parte, as minhas penas até mudaram de cor, o meu bico estremeceu de felicidade e as minhas esporas arrebitaram.
De seguida trocámos de alianças nas patas como manda a lei e à saída, uma chuvada de arroz. Quem me dera que fosse milho, sempre se ía depenicando qualquer coisita.
 Uma chatice!
Depois toca para o poleiro para trocar de penas e ala que se faz tarde!
Ora eu queria ir de cruzeiro de lua de mel  ao Brazil do (...♫...Oh...lè...lè...oh...là...là...venha no dancè....venha..no dançà....♪..)  e assim surgiu o primeiro desentendimento: de cruzeiro não  devido a alguns acidentes e ela tinha medo, ouviu dizer que um certo comandante em Italia fez virare a Nave de calhostras e como ela  não sabia nadare não queria arriscar  e muito menos ir à America do Sul, queria ir à India em ônibus  para admirar uns certos galos de crista bonita preta e branca. Pois lá tive que lhe fazer a vontade, antes que à noite se lembrasse de me deixar em branco, como estes galitos! 
Está certo, minha querida, vamos à India." Safada duma galinha!!!

Antes de terminar, deixem-me dizer-vos que o bolo de casamento não foi do agrado da “Isca”a minhoca do Minho que vive aqui na “Quinta” porque tinha alguns dos seus parentes, por sinal muito coloridos, desenhados em cima do bolo. 


Mas que culpa tenho eu, se desta maneira me abria o apetite? Hem?

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