Durante um certo período de tempo tive a experiência de cuidar de animais numa Quinta. Como está claro na Quinta além de serem criados , os animais no momento da maturidade deles, também terão de ser abatidos e este foi o momento em que eu me identifiquei com aqueles que poderiam ser os seus pensamentos, visto por nós seres humanos.
Espero que os leitores possam entender o significado de moral e bom humor!
A vossa querida amiga
Isabel

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domenica 7 maggio 2017

Nino e Tino os pombos

Nós somos três: eu chamo-me Nino, o meu irmão Tino e minha mãe Ninotina, infelizmente, quando ainda estávamos nos ovos, os nossos pais separaram-se (coisa muito comum, aos dias de hoje) e vocês sabem como é, minha mãe teve de cuidar de si mesma, e também teve de dar alguns vou-os a mais para nos alimentar.
Um dia, enquanto ela saiú para se abastecer, no campo da "Isca" a minhoca do Minho nós como é costume e como quase todos os irmãos que não se dão, andàva-mos sempre às turras. Assim engalfinhados um no outro perdemos o equilibrio e caímos do 5° andar,
( nós vivemos em cima de uma árvore sem elevador) aqui na ” Quinta”.
Aterrando... (Oh, que mal ... oi ... oi ..) eu tive uma fratura da vértebra L1, meu irmão, a ruptura do fémur (subcapital medial). Tino estava muito preocupado porque infelizmente está cheio de veias varicosas nas pernas e disseram-lhe que esta coisa até lhe podia causar a trombose da veia Safena, coitado do rapaz!
Um outro problema foi que a mãe tinha levado o telemóvel com ela e então não se podia contar com ninguém, nem mesmo com o doutor da serie médica americana do ''Serviço de Urgências'' o George Clooney, mas não tanto por ele mas por ela a sua namorada, aquela italiana bonitinha a Elisabetta Canalis  (acho que jà se deixaram, mas è a vida ) é sim, às vezes fazem-nos perder umas ocasiões ...
Mas voltando à história, gritando o mais que podia para me fazer sentir, estávamos nós ali na esperança que alguém nos viesse salvar. Não é que não nos vissem, mas fingiam de nada, uma indiferença por todo lado!!! porca miséria!
E agora, o que é que vou fazer? Do momento que não nos podiamos mover estivemos alí até às cinco da tarde abandonados à nossa sorte, e em vez de engolir a minhoca do Minho, o que estava em nossas intenções, morrendo, eramos nós que estávamos a ser arriscadas de ser comidos por ela, bolas!
Quando estávamos quase inconscientes, sentí que alguem que nos pegava, um susto! sim, un susto porque como vocês sabem aqui, quando levantam alguém do chão, este alguem faz sempre um mau fim, eu também lí as histórias da “Quinta”, aquela do galo Narciso... a da Brita a cabrita...etc...etc... mas a levantarnos foi  o patrão da “ Quinta” que vendo-nos naquele estado fez várias tentativos de reanimação: 2 ventilações e 30 compressões torácicas, depois levou-nos ao veterinário, que após a cirurgia pôs ao meu irmão uma prótese e a mim um busto, com a recomendação de estar em repouso por uns tempos. Que tristeza quando se tem um irmão que te dá problemas, tudo culpa sua!
Voltando do veterinário o patrão da Quinta nos levou para sua casa e fez-nos todos os dias a picada de calciparina para evitar o risco de complicações para a formação de coágulos de sangue ( que bom rapaz, digo eu!)
No entanto, estar em casa dele deu-me algumas preocupações: eu já sou desconfiado por mim mesmo, mas tambem porque sei que ele é um caçador.
Ora como nós, embora maltratados somos sempre aves, sabemos tambem que a nossa é uma carne deliciosa e muito apreciada pelos seres humanos, por isso muito traquilo não estava!
Mas ele movido de compaixão pelos animais, dia após dia nos deu de comer, mas nunca quis entender que a nossa mãe alimentava-nos de maneira diferente, explicando melhor: estávamos acostumados a colocar a cabeça no bico dela e ela regurgitava o nosso almoço no nosso bico, ele não, o almoço que ele comia bem o tinha conchegadinho no estômago e depois ia fazer a”siesta” para desmoir. Nunca quis que nós metessemos a cabeça na sua boca para comer, nunca regurgitou nada, para mim isto até è uma forma de egoísmo muito grave! De qualquer maneira fomos obrigados a comer com aquilo que punha nas suas mãos (estranhos os hábitos destes seres!).
Uma outra preocupação é que a cada momento tocavam  a campainha e quem estava à porta? Adivinhem? Quem é quem vive aqui? Quem é Jack, o Estripador fêmea da” Quinta”? E' claro, a Isabel, aquela que mata as galinhas e não apenas aquelas!
Digam-me podia eu, viver quieto? NÃO!
Felizmente, quando em casa não estava o patrão, estava  a mulher dele e assim bem ou mal, conseguimo-nos curar embora a Isabel tivesse posto os olhos em cima da gente, ela também sabe que a nossa carne é de primeira classe ! Vocês até podem calcular como era alta a tensão!
Esta assistência pela parte do patrão e de sua esposa foi a nossa salvação, mas ao contrário das galinhas nós podemos voar e quando estavamos sarados fugimos longe, longe de todos eles, que se crescemos muito aqui até nos fazem assados!
Com a ajuda do nosso pessoal sistema de navegação, fomos visitar nossos primos, os pombos-correio envolvidos em um campionato Portugal-Espanha.
Havia muitos concorrentes de todos os Países, mas os portugueses foram os mais rápidos porque correram a mais de 100 km. à ora e assim trouxeram a Copa para casa!.
Quando voltamos para o ninho, encontramos dois meios-irmãos, porque a nossa mãe se casou novamente, mas lembramdo-me do que tinha acontecido à idade deles, para evitar uma decepção para a nossa mamã, nós colocamos aos dois um cinto de segurança e barras de proteção na cama ... nunca se sabe!
Para terminar a história, devem saber que o instinto de caçador é sopravalso no patrão da “ Quinta” que quando nos viu voar, agora bem alimentados, procurou-nos por tudo o que era sítio até há quem diga que ainda hoje anda à nossa procura com a espingarda na mão!!!


Sim...boa noites!!!!!!!!!!!!!!

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